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GSC Incêndio

Quando recarregar o extintor: validade, prazos e sinais de alerta

A recarga do extintor vence a cada 12 meses e o teste hidrostático a cada 5 anos. Veja de onde conta cada prazo e os sinais que exigem recarga antes da hora.

Recarregue o extintor a cada 12 meses, contados da última manutenção escrita no rótulo, e logo depois de qualquer uso, por menor que tenha sido. Além disso, a cada 5 anos o cilindro passa pelo teste hidrostático. O aparelho não tem uma validade única: são esses dois prazos, correndo ao mesmo tempo, que vencem. Se um deles já passou, veja o que fazer com o extintor vencido.

Quais são os prazos do extintor e de onde cada um conta?

PrazoIntervaloComeça a contar emQuem executa
Recarga (manutenção de nível 2)12 mesesÚltima manutenção registrada no rótuloEmpresa de manutenção com registro no Inmetro
Teste hidrostático (nível 3)5 anosFabricação gravada no casco no 1º ciclo; depois, o último ensaioEmpresa de manutenção com registro no Inmetro
Troca do LGE da espuma mecânicaJunto com a recarga anualÚltima manutenção no rótulo (o líquido tem validade própria)Empresa de manutenção com registro no Inmetro
Pesagem do CO₂Em toda manutençãoTara gravada no cilindro (não há manômetro)Empresa de manutenção
Inspeção visualTodo mês—Responsável pelo imóvel

A coluna do meio é onde mais se erra. A recarga conta do rótulo. O teste hidrostático conta do metal do casco: primeiro a data de fabricação e, depois de cada ensaio, a data marcada nele. Nunca da data de compra, da instalação ou da última recarga.

Por que um extintor novo pode chegar com o teste quase vencido?

Porque o ciclo de 5 anos começa na fábrica, não na loja. Se o equipamento ficou dois anos parado no estoque do fornecedor, ele chega ao seu imóvel com dois anos desse ciclo já gastos.

Na nossa base de troca isso não acontece: cada extintor que entregamos sai com o nível 3 já feito, e o ciclo de 5 anos começa de novo no mês da entrega.

Quando recarregar o extintor antes de completar 12 meses?

O calendário é o mínimo. Qualquer um dos sinais abaixo tira o extintor de uso na hora, mesmo que a manutenção tenha sido feita na semana passada:

SinalO que indicaO que fazer
Foi acionado, nem que por um segundoCarga e pressão comprometidasRecarga antes de voltar ao suporte
Lacre rompidoA válvula foi aberta, mesmo sem ninguém verTratar como usado e recarregar
Ponteiro no vermelho, à esquerdaPerdeu pressão: pode não sair ou sair com alcance curtoRecarga
Ponteiro além do verde, à direitaSobrepressão, quase sempre por calorRetirar de uso e levar à manutenção
Mangueira trincada, difusor entupido, gatilho tortoO agente pode estar lá dentro e não sairManutenção com troca da peça
Casco amassado ou com ferrugem fundaCilindro pode estar condenadoInspeção e, se preciso, teste hidrostático
Rótulo apagado ou rasgadoNão dá para provar a última manutençãoRecarga com rótulo novo

Sobre o rótulo: para a vistoria, extintor sem rótulo legível é extintor sem manutenção. O laudo de extintor com uma linha por equipamento é o que reconstrói esse histórico.

E atenção ao CO₂: ele não tem manômetro. A carga é conferida na balança, comparando com a tara gravada no cilindro. Quem procura a faixa verde num extintor de CO₂ está procurando algo que não existe nele. Detalhes na página do CO₂.

O manômetro na faixa verde garante que está tudo certo?

Não. É talvez o engano mais comum em condomínio e comércio.

O manômetro mede só a pressão do gás. Ele não diz nada sobre o estado do agente. Num extintor de pó ABC, a umidade e a vibração dos meses podem deixar o pó compactado no fundo do cilindro com a pressão perfeita. Na hora do uso, sai gás e quase nenhum pó.

A manutenção anual existe justamente para abrir o cilindro e conferir o agente. Por isso ela não depende do que o ponteiro mostra.

Quantas vezes dá para recarregar o mesmo extintor?

Quantas forem necessárias. Não há limite de recargas. Quem encerra a vida do extintor é o casco: enquanto ele aprovar no teste hidrostático a cada 5 anos e a gravação continuar legível, o equipamento segue em uso. Casco reprovado é inutilizado, e aí o caminho é um extintor novo.

Como não esquecer a data da recarga?

Planilha funciona até a pessoa que cuidava dela trocar de emprego. Quem faz manutenção com a GSC Incêndio entra no nosso controle de vencimentos: avisamos antes do prazo, com a lista dos extintores que vão vencer e o que cada um precisa.

Entenda a recarga de extintores, veja o que define o preço ou agende a recarga dos seus extintores antes de vencer.

Dúvidas comuns

O extintor não tem uma validade única. Ele tem dois prazos que correm juntos, a manutenção com recarga a cada 12 meses e o teste hidrostático a cada 5 anos. Quando um deles passa, é o prazo que venceu, não o aparelho.

Não. Ele começa na data da última manutenção impressa no rótulo. Se o rótulo não estiver legível, não há como provar essa data.

Precisa. Qualquer acionamento mexe na carga e na pressão, e o extintor não deve voltar ao suporte até passar pela recarga, mesmo com o ponteiro no verde.

Não. O manômetro só mostra a pressão. O pó pode estar empedrado, o líquido da espuma tem validade própria e as peças internas se desgastam. A recarga anual vale independentemente do ponteiro.

Não. Quem define a vida útil é o casco: enquanto ele aprovar no teste hidrostático a cada 5 anos e a identificação estiver legível, o extintor continua em uso.

O extintor deixa de contar na vistoria do Corpo de Bombeiros, o que trava o AVCB e o CLCB, e pode falhar quando for usado. Multa, seguro e troca estão no guia do extintor vencido.

Normas de referência

  • ABNT NBR 12962 — Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio

Quer um orçamento para os seus extintores?

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Atualizado em . Este conteúdo é informativo; para o seu imóvel, peça um orçamento à GSC Incêndio.