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Extintor classe K: o agente certo para óleo de cozinha

Extintor classe K é o indicado para óleo e gordura em fritadeira e chapa. Entenda como ele age, os erros com água e pó ABC e a recarga em São Paulo.

Classes de fogo:K

Em fogo de óleo ou gordura de cozinha, o extintor certo é o classe K. O agente, feito de acetato de potássio, transforma a superfície da gordura quente numa camada que impede o fogo de voltar. Com pó ABC ou CO₂ a chama até some, só que o óleo reacende logo depois.

Por que o óleo quente pede um extintor próprio

Óleo superaquecido volta a pegar fogo por conta própria. Se a chama for apagada e o óleo continuar quente, o alívio dura segundos: os vapores se inflamam de novo. Poucas situações punem tanto a escolha errada do extintor, que pode fazer mais estrago que o próprio fogo.

O classe K foi criado para isso. Ele não trabalha por abafamento: ele reage quimicamente com a gordura.

O que acontece quando o agente toca o óleo

O contato do acetato de potássio com o óleo quente provoca uma saponificação. A gordura vira uma camada grossa de espuma que sela a superfície da fritadeira ou da panela. Essa camada isola o óleo do oxigênio e, junto, segura a temperatura num nível em que os vapores não pegam fogo.

A forma de descarga também é pensada para a cozinha. O jato sai fino e com pressão baixa, de propósito. Um jato forte espalharia o óleo em chamas para fora do recipiente.

Os dois erros mais comuns na cozinha

  1. Jogar água no óleo. É o erro mais grave. A água ferve no instante em que encosta na gordura superaquecida e arremessa gotas em chamas na direção de quem está perto. Vale para balde, mangueira e também para o extintor de água pressurizada.
  2. Usar pó ABC na fritadeira. A chama some e parece que deu certo, mas a gordura segue acima do ponto de ignição e reacende. O pó ainda é abrasivo e contamina todo o alimento que estava exposto.

Que extintores uma cozinha comercial costuma ter

O classe K cuida de um risco específico e não substitui os outros extintores. A combinação mais comum é esta:

Ponto da cozinhaExtintor
Fritadeira, chapa e frigideira de grande volumeClasse K
Quadro de energia e equipamentos ligadosCO₂
Bancadas, estoque e circulaçãoPó químico ABC

Quantos extintores, de que capacidade e em que posição: isso sai do levantamento no local, seguindo a ABNT NBR 12693 e a IT 21/2025 do CBPMESP. Essas regras limitam quanto alguém precisa andar para alcançar um extintor, e o limite muda com o risco de cada ocupação. O tamanho do salão não decide nada. Na vistoria, o que conta é o projeto que os Bombeiros aprovaram para o imóvel, base do AVCB ou CLCB.

E quando a coifa tem sistema fixo?

Há cozinhas em que o projeto pede supressão fixa na coifa. Nelas, o portátil classe K soma proteção, mas não toma o lugar do sistema. O portátil cobre o princípio de incêndio na fritadeira e o entorno; a coifa e o duto ficam por conta do sistema fixo.

Cuidados de manutenção na cozinha

A manutenção do classe K obedece à ABNT NBR 12962, igual à dos outros extintores:

VerificaçãoQuandoAtenção na cozinha
Inspeção visualTodo mêsManômetro na faixa verde, lacre, sinalização. Veja se não há gordura acumulada no equipamento e se caixas ou utensílios não bloqueiam o acesso
RecargaNo máximo a cada 12 meses, e logo após qualquer usoMesmo sem uso, o prazo vale
Teste hidrostáticoA cada 5 anos1º ciclo a partir da fabricação; depois, a partir do último ensaio

Outros sinais que pedem recarga antes da hora estão em quando recarregar o extintor.

Na capital paulista, vendemos e recarregamos o classe K com base de troca: equipamento trocado em até 24 horas, a preço fechado. Veja a venda de extintores e a recarga. Se a cozinha já tem os equipamentos, os vencimentos deles passam a ser acompanhados junto com os da manutenção que fazemos para o cliente. Compare também os outros tipos de extintor.

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Dúvidas comuns

O classe K. O agente dele tem acetato de potássio, que vira uma espuma espessa ao encostar na gordura quente, fecha a superfície da fritadeira e não deixa os vapores pegarem fogo de novo. Com pó ABC ou CO₂ a chama some por um momento e depois volta.

A água vira vapor no instante em que encosta no óleo superaquecido e espirra gordura pegando fogo para fora da panela. O incêndio cresce e acerta quem jogou a água.

Não no óleo. O pó ABC protege o resto da cozinha, como bancada, parte elétrica e lixo. Na fritadeira a chama até some, mas o óleo segue quente o bastante para pegar fogo outra vez. E o pó contamina toda a comida que estava aberta.

Ele é o extintor das cozinhas comerciais que fritam ou grelham em volume, com fritadeira, chapa ou frigideira grande. A quantidade e a posição saem de um levantamento no local, seguindo a NBR 12693 da ABNT e a IT 21/2025 dos Bombeiros de SP. O tamanho do salão não entra nessa conta.

Precisa. O classe K cuida do óleo. O restante do ambiente continua pedindo o agente certo para cada classe. O mais comum é classe K junto da fritura e pó ABC ou CO₂ nas outras áreas.

A NBR 12962 vale para ele também: recarregar a cada 12 meses, passar pelo teste hidrostático a cada 5 anos e recarregar sempre que for disparado.

Normas de referência

  • ABNT NBR 12693 — Sistemas de proteção por extintores de incêndio
  • ABNT NBR 12962 — Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio
  • IT 21/2025 do CBPMESP — Sistema de proteção por extintores de incêndio

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Atualizado em . Este conteúdo é informativo; para o seu imóvel, peça um orçamento à GSC Incêndio.